Mais seis pessoas também foram presas. A Polícia Civil cumpre 12 mandados de prisão e de busca e apreensão nas unidades prisionais Dalton Crespo de Castro e Carlos Tinoco da Fonseca

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou e obteve a prisão preventiva de seis policiais penais e outras seis pessoas por tráfico de drogas e por facilitarem a entrada de celulares em dois presídios de Campos dos Goytacazes, no Norte fluminense. A Polícia Civil cumpre, nesta quinta-feira (7), os 12 mandados de prisão e de busca e apreensão nas unidades prisionais Dalton Crespo de Castro e Carlos Tinoco da Fonseca e em endereços pessoais dos investigados em Campos, na capital, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Duque de Caxias e Cabo Frio.

As investigações do GAECO/MPRJ e da Polícia Civil tiveram início após o ex-policial penal Marcelo Aparecido de Lima ser morto a tiros em abril de 2025, no bairro Parque Santa Clara, em Campos. A partir da análise dos dados de aparelhos celulares da vítima, ficou demonstrada a existência de um grupo criminoso que, atuando com estrutura hierárquica definida e divisão funcional de tarefas, se associou para traficar drogas e permitir a entrada e a venda ilegal de celulares nos dois presídios.

De acordo com o GAECO/MPRJ, os seis policiais penais denunciados, valendo-se de suas prerrogativas funcionais, atuavam para viabilizar o ingresso dos entorpecentes e aparelhos celulares nas unidades prisionais, recebendo vantagens financeiras e lucros das vendas realizadas dentro dos presídios. Ainda segundo as investigações, quatro pessoas, uma delas atualmente presa, eram responsáveis pelo abastecimento da rede criminosa, enquanto outros dois custodiados atuavam no fracionamento e na comercialização interna das substâncias e dos celulares.

Além da prisão preventiva, o Juízo da 3ª Vara Criminal de Campos determinou o afastamento dos policiais penais das suas funções e a suspensão do porte de armas de fogo.

*Com informações da Ascom do MPRJ

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