Megaoperação da Polícia Civil em todo o estado já soma 167 presos
A “Operação Esfoliador” tem como objetivo desarticular a cadeia dos crimes contra o patrimônio, atingindo líderes de quadrilhas, executores, colaboradores e receptadores
A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) deflagrou, nesta terça-feira (24), mais uma fase da “Operação Espoliador”. Até o momento, 167 criminosos foram capturados, na ofensiva realizada simultaneamente nos 92 municípios do estado e que mobiliza agentes de todas as delegacias. A ação tem como objetivo desarticular a cadeia dos crimes contra o patrimônio, atingindo líderes de quadrilhas, executores, colaboradores e receptadores, estes últimos responsáveis por alimentar e estimular as práticas criminosas.
Entre as primeiras prisões, a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), com apoio da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), capturou um assaltante violento, integrante de uma quadrilha envolvida em roubos a transeuntes e veículos, especialmente em São Gonçalo. Ele foi localizado no Jardim Catarina. O criminoso possui 11 anotações criminais e quatro mandados de prisão em aberto.
Já policiais da 35ª DP (Campo Grande) prenderam dois integrantes da milícia chefiada por Gilson Ingrácio de Souza Junior, o “Juninho Varão”, que atua em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A dupla é investigada por envolvimento em ataques recentes nas regiões de Santa Cruz e Campo Grande, na Zona Oeste. Um dos presos é apontado como liderança do grupo, possui 14 anotações criminais e dois mandados de prisão pendentes.
Na Taquara, policiais da 32ª DP capturaram um roubador reincidente, com 17 anotações criminais. Segundo as investigações, ele praticou um assalto com extrema violência em setembro de 2025. Após trabalho de inteligência, foi identificado, localizado e teve o mandado de prisão cumprido.
Na última fase da Operação Espoliador, em março de 2025, foram retirados 610 criminosos das ruas. A ofensiva desta terça-feira segue a mesma estratégia, com base em inquéritos conduzidos pelas unidades da Polícia Civil que identificaram criminosos de alta periculosidade com mandados expedidos pela Justiça. As apurações indicam ainda que parte dos roubos é fomentada por narcotraficantes que, além do tráfico de drogas, exploram os territórios com outras atividades ilícitas.

