Congos e Chinês dão show de ancestralidade e tradição

Congos e Chinês dão show de ancestralidade e tradição

Primeira noite de apresentações das agremiações na Avenida do Samba é marcada por luxo, emoção e participação do público

Abrindo os desfiles das escolas de samba de São João da Barra no “Carnaval 2026 – A Melhor Folia”, Congos foi a primeira agremiação a entrar na avenida na noite de domingo (15), levando ao público o enredo “Ekobé – O Canto da Resistência Ancestral”. Em seguida, Chinês entrou na avenida com toda a força que o enredo “Zǔchuán de – O Legado dos Ancestrais” propôs.

Mantendo a tradição, Congos apresentou um desfile marcado pelo luxo e brilho das fantasias, além de carros alegóricos grandiosos. Tendo como símbolo o índio guerreiro, a escola entrou na avenida com cerca de 600 componentes, divididos em cinco setores, com sete tripés temáticos, cinco alas e três carros alegóricos, mostrando a cosmogonia guarani, passando pelo universo de encantos e mitos, pelo impacto histórico da colonização, até chegar à busca da “terra sem males” como destino espiritual e projeto de futuro.

O público acompanhou e cantou o samba do início ao fim, reafirmando a forte conexão da agremiação com o Carnaval sanjoanense. “Eu amo o Carnaval de São João da Barra. Venho desde criança, e o Congos sempre apresenta um desfile lindo e emocionante”, destacou Luanne de Souza, moradora de Campos.

Chinês fez um desfile de imersão nas tradições e nos ensinamentos dos mais velhos, retratando histórias transmitidas à luz dos fogos de bengala, a celebração da vida e a reverência aos que partiram. Com nove alas, cinco tripés e três carros alegóricos, a apresentação foi encerrada com o carro “O Império do Leão Sagrado”. A escola também prestou homenagem à moradora de Atafona Soninha Ferreira, falecida em 2025, em um dos tripés, ao lado da Velha Guarda da agremiação.

O desfile emocionou Marcos Felipe Rangel, morador de Grussaí, que se surpreendeu com a escola. “O Chinês arrepia quando entra na avenida, impossível não sentir a emoção da bateria e a beleza do desfile, sou Chinês até morrer”, contou.

Na terça-feira (17), às agremiações voltam à Avenida, mas desta vez quem abre o desfile às 21h é o Chinês, e o Congos encerra, às 22h30.